Mesmo que seja noite, de Matheus Guménin Barreto

R$ 38,00
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SOBRE O LIVRO 


Mesmo que seja noite é o terceiro livro de Matheus Guménin Barreto (Cuiabá, 1992) – e o mais radical. É um poema longo dividido em oito seções que encontram-se e fundem-se em certas figurações na estrutura vagamente narrativa dessa ‘terra devastada’ eliotiana: um eu à procura do que é, um homem que descobre o sexo de outro homem, alguns flashes da política brasileira recente, a presente ausência de deus. Nas palavras de Gustavo Silveira Ribeiro (UFMG): “Apesar da devastação, o poema. Apesar do cansaço, do chão exaurido e do deus ausente, a música possível: fragmentária, estruturalmente tensa, plena de repetições e sobressaltos, mas ainda música. Apesar do tempo irremissível e da linguagem esburacada, da consciência de que a comunidade é impossível e de que há, no espaço, uma fratura, a poesia afirma o corpo e a insistência do sexo: os indícios de fogo do corpo, seus ‘itinerários bruscos’, a um só tempo violência e refúgio – o corpo abre-se ao desconhecido e ao choque, suporta o peso intolerável do presente, sendo também lugar do encanto e da descoberta. Tudo se move em contraponto neste livro: Mesmo que seja noite carrega, desde o título, uma torção fundamental. [...] À catástrofe pressentida, à aspereza das relações, à própria morte, inexorável, Matheus Guménin Barreto interpõe palavras, dúvidas, flashes líricos. Sem cancelar a noite, essas pequenas barreiras impedem, no entanto, a sua vitória, adiam o fim, prometem talvez algum horizonte. Ainda que o poeta desconfie da poesia, fazendo o poema dobrar-se sobre si para pensar seus limites, há aqui a confirmação de uma aposta.”


SOBRE O AUTOR

Matheus Guménin Barreto nasceu em Cuiabá, em 1992. É poeta e tradutor. Publicou os livros A máquina de carregar nadas (7Letras, 2017), Poemas em torno do chão & Primeiros poemas (Carlini & Caniato, 2018). Teve poemas seus traduzidos para o inglês, o espanhol e o catalão; publicados em revistas no Brasil, na Espanha e em Portugal (2ª antologia poética da Revista CultEscamandro; plaquete Vozes, Versos – abril/2018 [Editora Quelônio]; Palavra Comum; entre outras). Integrou o Printemps Littéraire Brésilien 2018 na França e na Bélgica a convite da Universidade Sorbonne. Publicou em periódicos ou em livros traduções de Bertolt Brecht, Ingeborg Bachmann, Johannes Bobrowski, Nelly Sachs, Paul Celan, Peter Waterhouse e outros. Entre os cursos que ministra esporadicamente está o Verso vivo: introdução ao verso livre e ao verso fixo de Shakespeare a Criolo. Faz parte da equipe editorial da revista Ruído Manifesto. Doutorando da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Leipzig na área de Língua e Literatura Alemãs – subárea tradução –,estudou também na Universidade de Heidelberg.


SERVIÇO

Título: Mesmo que seja noite

Autor: Matheus Guménin Barreto

Editora: Corsário-Satã

Número de páginas: 56

Ano: 2020

Formato: 12x18 cm

ISBN: 978-65-86209-02-0

Preço: R$ 38,00