Jukebox, Manuel de Freitas

R$ 38,00
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SOBRE O LIVRO

Jukebox  é um diálogo do poeta com a música (música erudita, fado, rock etc.). Lançado originalmente numa trilogia editada em Portugal pelo Teatro de Vila Real (o volume um publicado em 2005, o dois em 2008 e o três em 2012), os três volumes serão reunidos em um só nesta edição brasileira da Corsário-Satã.

O poeta Pádua Fernandes no texto de orelha aponta o seguinte:

“Um dos maiores poetas vivos da língua portuguesa tem mais um livro publicado no Brasil. Este seria um motivo suficiente para recomendar Jukebox, porém há outros. Um deles é o tema: os poemas tratam de música ou de músicos de estilos tão diversos quanto Amália Rodrigues, Lou Reed, Jordi Savall e Dolores Duran. Não é comum poetas ouvirem com tanta acuidade.

Na poesia portuguesa, Arte da música, de Jorge de Sena, talvez possa ser visto como um precedente. Estes poemas de Manuel de Freitas, no entanto, distinguem-se por serem tolhidos de qualquer didatismo e se formarem a partir de uma dialética entre esquecimento e memória, típica deste autor, enunciada no poema dedicado à dupla Milva/Piazzolla: “Muitos anos depois,/ encontrei o disco e assustou-me/ a perfeição, a certeza/ de ter ganhado tudo aquilo que perdi.”

O disco é um registro da música; nele, algo se perde da execução. O poema sobre o disco corresponde a novo registro, a representar aquela perda e acrescentar-lhe outra. Este é o seu ganho, uma consciência aguda da despossessão: “perceber que a luz esmorece/ e que não há ninguém na sala, no abandonado castelo/ onde o corpo foi apenas uma hipótese de ruína.” (“1992, Von Magnet”).

O poema, ou a luz que esmorece para dar a ver que nada havia.

A geografia íntima de certa vida noturna de Lisboa, presente em outras obras de Manuel de Freitas, também ressoa neste espaço: “só ressuscitei,/ muitas tequilas depois, num bar exíguo/ que confundi com o amor”, diz em “Ron Athey”, que se revela, no final, outro poema sobre a morte.

No entanto, Jukebox ecoa um senso de júbilo; afinal, “Nada deveria ser tão triste,/ até porque nada deveria ser.” (“1988, Chet Baker”).”


SOBRE O AUTOR

Manuel de Freitas (1972) nasceu no Vale de Santarém e vive em Lisboa desde 1990. Publicou, além de ensaios sobre autores portugueses contemporâneos, vários livros de poemas. Dirige, com Inês Dias, a editora Averno.


SERVIÇO

Jukebox

Autor: Manuel de Freitas

Editora: Corsário-Satã

Número de páginas: 72

Ano: 2021

Formato: 12x18 cm

ISBN: 978-65-86209-13-6

Preço: R$ 38,00